Sócios

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Vestido verde-claro

Teu vestido verde-claro
de lindas flores esta cheio
no teu corpo faz contraste
no meu peito, um sarandeio

Teus olhos, olho firme
como olho para o céu
na tua face faz mistério
na minha mente, um escarcéu

Teu cabelo é moldura
é teu charme, um apego
no teu rosto fica lindo
me pedindo um chamego

Teus lábios desenhados
pela cor de um batom
brilham como a luz do dia
e me faz sair do tom

Ontem fui dormir mais cedo
para escrever o que escrevi
e falar dos meus desejos
e da paixão que já senti.


Kleber J G Martins

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Saudade sua

Eu sinto em meu peito
o coração bater
uma vontade louca
de dizer

Que quero outra vez você
Que quero outra vez te ter

Eu sinto em meu peito
o coração pulsar
uma vontade louca
de te amar

Eu quero outra vez você
Eu quero outra vez te ter

Eu quero te sentir de novo
nos meus braços
sentir teu corpo no meu corpo
um abraço

Saudade sua, lua
Saudade sua, nua.

Kleber J G Martins

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A volta de Julieta

Certo dia falei de Romeu
Que ser, era um desejo meu
Me cobraram rosa e violeta
A falta que fez Julieta

Hoje vim, pra falar dela
uma flor no jardim, bela
a Julieta de meus dias
sem desgraças nem tragédias

Claro que esse amor é proibido
Muito menos permitido
Eu por longe viver
Julieta se comprometido ter

Na Julieta do passado
O amor tinha dominado
O final é de tristeza
Ficando só sua beleza

Na Julieta de meu tempo
Eu juro que me contento
Apenas lindos recados
Nos e-mails ficam guardados

Sem beijos nem duelos
apenas carinhos singelos
Ah! Julieta é o mesmo fado!
De um Romeu que sofre calado.


Kleber J G Martins

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Diálogo da consciência

O que eu queria? (me perguntas)
Escrever uma bela história (eu respondo)
que ficasse na memória (complemento)
como a luz do sol no dia (eu concluo)

O que eu seria? (me perguntas)
um personagem de coragem (eu respondo)
que armado resgatasse (complemento)
aquela bela guria (eu concluo)

O que eu faria? (me perguntas)
a tomaria em meus braços (eu respondo)
feito nó como em dois laços (complemento)
e seus lábios beijaria (eu concluo)

E no final dessa história (digo ainda)
um herói, eu (penso)
que como um Romeu (complemento)
teria honra e glória (eu concluo)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Dicotomia

Verdadeiro, meu amor,
falso, meu pudor.
Bom, meu sentimento,
ruim, meu pensamento.

Verdadeiro, minha coragem,
falso, meu medo.
Bom, minha sinceridade,
ruim, minha hipocrisia.

Verdadeiro, minha saudade,
falso, a crueldade.
Bom, ser feliz,
ruim, ser juiz.

Verdadeiro, meu intento,
falso, meu julgamento.
Bom é defender,
ruim, denunciar.

Verdadeiro é você,
falso sou eu.
Bom é ter,
ruim te perder.

 
Kleber J G Martins 22/01/2011


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ah! meu velho violão

Ah! meu velho violão
na parede encostado, arrimado
hoje à parte aposentado, de lado
já soltou cada som

Ah! meu velho violão
de braço empenado, deformado
descascado, descarnado
não afina mais no tom

Ah! meu velho violão
de corda oxidada, enferrujada
quando tento uma ponteada, pontilhada
machuca minha mão

Ah! meu velho violão
muito me alegrou, inspirou
foi quem te conquistou, te granjeou
toquei cada canção

Ah! meu velho violão
de cor forte e brilhante
do seu olhar, do seu semblante
traz muita recordação.

Kleber J. G. Martins 21/01/2010

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Auto lá!

Escrevo um auto
Fazendo auto-análise
Da minha autobiografia
Evitando autocensura

Tenho autoconfiança
Do autoconsumo
Mantendo autocontrole
De toda essa autocracia

Autocrata? Eu?
Pura autocrítica
Sou autóctone
Autodefendendo-me

Auto-de-fé? Para que?
Me autodestruir?
Minha autodeterminação
Diz que sou autodidata

Auto-estimo muito isso
Faço minha autogestão
Receitando autógrafo
Como automedicação

Minha autonomia
Auto-oscila
Na autopreservação
Descartando uma autópsia

Faço autopunição
Como todo autor
Crio um autoretrato
Puramente autorizado

E consta nos autos
Da autosuficiência
Que minha autoria
É autônoma e autotélica.


 
Kleber J. G. Martins