Sócios

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Onomatopéia

Ouço teu som, teu ronrom
teu miado sem jeito
faz de mim animal também
com ronrom dentro do peito

Quero ver teu descansar
teu brincar inocente
faz de mim um ser feliz
como quando adolescente

Crava em mim as tuas unhas
cuidado! sem machucar
faz de mim um tronco, um batente
onde você pode afiar

Sonhei com as tuas garras
já ouvi o teu miado
quero dormir quietinho
com você aqui do meu lado

E por pura gatunagem
em um ultimo miado
Miau! você leva sem dó
o meu coração roubado.

Kleber J G Martins

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Tua obra, tua glória!

Como eu posso sentir
o verdadeiro amor que tens?
como eu posso saber
que me fizeste existir?

Teu verdadeiro amor
quero sentir de novo
quando na tua presença
te peço me faz um favor!

Quero ser criança
quero ser inocente
reverente e obediente
quero ter esperança

Quero te ver de novo
quero voltar a viver
como há muito tempo atrás
ao lembrar, me comovo

Me faz sentir bem
me faz feliz sim
quero o amor pra mim
sem final e eterno também

Kleber J G Martins

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Conto da encruzilhada

A amada armada depois de açoitada
fica aleijada e cai da bancada
com uma bolada fica ruim da buchada
não fala nada e chora calada

Mas um camarada socorre a coitada
e dá uma cantada na pobre amada
a cachorrada sai em disparada
pela calçada na chuvarada

Matando a charada dessa coitada
acabou beijada pelo camarada
e apaixonada que suspirada
agora curada da muita risada

Que susto pelada uma alma penada
e do lado a ossada toda quebrada
morreu com a pancada da machadada
assustou o camarada na encruzilhada

E a namorada fica abandonada
o camarada correu pela estrada
deixando a coitada toda molhada
na chuvarada com a alma penada.

Kleber J G Martins

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tercetos do adeus à carne

Adeus à carne, é festa de rua,
é música no trio é carna é val
é dança e desfile de mulher nua

Adeus à carne, delícia, gosto e regalo
festa no mundo é carna é val
é o Carnis valles é o embalo

Adeus à carne, é terça-feira gorda
é Mardi Gras é carna é val
é beijo na boca, boca que morda

Adeus à carne, adeus que nada
é festa, comida e bebida é carna é val
prazer à vontade com muita batucada

Adeus à carne, fantasias, alegorias
máscaras, rei Momo é carna é val
Saturnalicius Princeps traz cantorias

Adeus à carne, é festa de rua
é cavaco é pandeiro é carna é val
Dio Santo! Vem aí mais um tal de carnaval.

Kleber J G Martins

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Só sei que nada fui...

O "ontem" é passado, o "amanhã" é futuro, o "hoje" é a vida, tento esquecer o passado, ter esperança no futuro e viver o hoje. Se ainda não fui nada, nem de importante nem de insignificante, talvez seja por falta de oportunidade ou por simples mérito do destino que ainda não enviou o cavalo encilhado pra correr na minha estrada.

Até hoje não fui nada, só o vazio, uma saga
como um corpo no espaço, no vácuo
querendo um lugar ao sol, lutando por uma vaga

Nunca fui como Dante, nem fui cavaleiro templário
nem Fariseu, nem Grão-Mestre da Ordem
nem poeta renascentista, muito pelo contrário

Nunca fui profeta, tampouco vi o Apocalipse
não escrevi a Divina Comédia, não fui Milenarista
não vi nascer o sol, nunca presenciei um eclipse

Não fui Francisco de Assis, nem Antônio de Pádua
não reneguei o Pai, não fui contra nosso Irmão
não conheci Grécia nem Roma, ainda não virei estátua

Não fui Bernardo de Claraval, nem Henrique de Borgonha
não formei o reino de Portugal, nem descobri a Terra Prometida
não vi Dom João VI fugir, quanto mais ele passar vergonha

Não fui nenhum monarca, não vim junto com Colombo
nem da Ordem de Cristo, nem Jesuíta das Missões
não entrei mato a dentro na descoberta do Novo Mundo

Não fui importante na história, não tenho raiva do mundo
não estou nos livros, nos contos, nem na memória,
sem passado nem futuro, não passo d'um pobre vagabundo.

Kleber J G Martins


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Esse Blog não é escola mas me ensina muito

Confira no link o Selo que ganhei, é mais um reconhecimento. obrigado a Roseane Silva do Blog Inutilidades Literárias. http://poetasocio.blogspot.com/p/blogs-parceiros.html

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Eu sou comum

Enquanto me conhece,
não pense que sou Deus
que sou perfeito, eu sou comum
um sujeito com muitos defeitos

Enquanto me conhece,
não pense que não erro
que sou certo, eu sou comum
incerto e às vezes deserto

Enquanto me conhece,
não pense que sou o que sonhou
que sou puro, eu sou comum
maduro e prematuro

Enquanto me conhece,
tente me aceitar
como sou, eu sou comum
normal, ou, pra onde vou?

Enquanto me conhece,
só enquanto me conhece
eu te peço, eu sou comum
que sinta apreço, ao menos no começo.

Kleber J G Martins